O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou, em sua conta no X, que a Reunião da Mobilização Progressista Global representa um sopro de esperança em tempos de autoritarismo. A postagem foi feita neste domingo.
Na mensagem, ele escreveu: Somente juntos construiremos um futuro sem guerras, guiado pelo multilateralismo e pela cooperação entre as nações, garantindo uma vida digna para as pessoas de todo o mundo.
Durante seu discurso no evento, realizado no dia 18, o presidente criticou os Estados Unidos por atacar o Irã. Ele afirmou que não deseja uma nova guerra fria entre China e Estados Unidos, defendendo em vez disso liberdade e livre comércio.
Lula também relembrou que americanos e europeus rejeitaram um acordo mediado por Brasil e Turquia com o Irã na primeira década deste século. Segundo ele, esses mesmos países agora voltaram a acusar os iranianos de produzir armas nucleares.
Um dos pontos centrais da fala foi um apelo direto aos líderes das cinco nações que são membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU: Estados Unidos, China, Rússia, França e Reino Unido. Seguindo a linha de seu discurso nos últimos meses, Lula pediu que eles convoquem uma reunião para debater os diversos conflitos armados ao redor do globo.
Dirigindo-se aos líderes, ele disse: Quero dizer ao presidente Trump, ao presidente Xi Jinping da China, ao presidente Putin Vladimir Putin, da Rússia, ao presidente Macron Emmanuel Macron, da França e ao primeiro-ministro da Inglaterra Keir Starmer, que são os cinco membros do Conselho de Segurança da ONU, pelo amor de Deus, cumpram com suas obrigações de garantir a paz no mundo. Convoquem uma reunião e parem com essa loucura de guerra, porque o mundo não comporta mais.
A plateia recebeu o petista com aplausos e cantos de olê, olê, olá, Lula, Lula, refrão que remete à sua primeira campanha à presidência, em 1989. Grande parte do discurso foi feita de improviso. Os trechos em que fez o apelo pelo fim das guerras e em que reclamou dos rótulos atribuídos à América Latina e ao Oriente Médio não estavam previstos no texto preparado.
O evento reuniu representantes de correntes políticas progressistas de vários países, com o objetivo de discutir estratégias comuns diante do avanço de ideias autoritárias e de conflitos internacionais. A participação de Lula foi destacada como uma das principais do encontro, reforçando seu papel de articulação em fóruns globais.
A postagem nas redes sociais e os principais pontos do discurso foram amplamente repercutidos por veículos de comunicação, gerando reações diversas no cenário político internacional. A defesa do multilateralismo e a crítica às ações unilaterais de potências marcaram a intervenção do presidente brasileiro.

