O governo federal proibiu, nesta sexta-feira (24), a operação da Polymarket e de outros 26 sites de apostas preditivas no país. Eles foram considerados ilegais em uma ação para controlar o endividamento da população a poucos meses das eleições presidenciais.

    As páginas bloqueadas permitiam apostar em previsões sobre eventos futuros, como fenômenos climáticos ou a data de falecimento de personalidades públicas.

    “Os mercados de predição não são legais, não são regulares no Brasil”, disse o ministro da Fazenda, Dario Durigan, durante uma coletiva de imprensa em Brasília.

    Durigan explicou que a legislação só autoriza apostas sobre eventos esportivos ou jogos de azar online. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva impulsionou em 2023 a lei que regula o setor, composto por 85 empresas autorizadas.

    Lula, que planeja disputar um quarto mandato em outubro, “segue muito preocupado com a situação das pessoas se endividando, das pessoas entrando no jogo das bets”, afirmou Durigan.

    “E isso pode corroer, sejam as finanças pessoais, seja a própria coesão social”, declarou o ministro.

    A Polymarket, que permite comprar e vender ações ligadas a eventos como resultados eleitorais e ataques militares, já havia sido bloqueada na Argentina, França, Itália, Alemanha e outros países europeus.

    A empresa tem Donald Trump Jr., filho do presidente dos Estados Unidos, em seu conselho consultivo. Entre seus investidores está Peter Thiel, magnata da tecnologia e aliado de Trump.

    O governo brasileiro emitiu uma resolução explicitando a proibição desse tipo de portal, segundo Durigan.

    “Vamos endurecer a fiscalização e seguimos avaliando outras medidas que possam ser aplicadas às bets do país”, antecipou o ministro, que acusou o ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2022) de permitir um “descontrole” no mercado de apostas online.

    Lula enfrenta uma rejeição crescente à sua gestão a poucos meses das eleições, segundo as pesquisas.

    Seu principal adversário deve ser o senador Flávio Bolsonaro, filho mais velho de Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

    © Agence France-Presse

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    Nilson Tales Guimarães

    Formado em Engenharia de Alimentos pela UEFS, Nilson Tales trabalhou durante 25 anos na indústria de alimentos, mais especificamente em laticínios. Depois de 30 anos, decidiu dedicar-se ao seu livro, que está para ser lançado, sobre as Táticas Indústrias de grandes empresas. Encara como hobby a escrita dos artigos no Curioso do Dia e vê como uma oportunidade de se aproximar da nova geração.