A Vinícola Brasília completa dois anos de atividade e marca a data com uma programação especial alinhada ao aniversário de 66 anos da capital federal. A iniciativa reúne dez famílias produtoras, em sua maioria originárias da Região Sul do país, que se estabeleceram no Cerrado nas décadas de 1970 e 1980.
O grupo é formado pelas vinícolas Alto Cerrado, Boa Vista da Mata, Casa Vitor, Ercoara, Horus, Marchese, Miro, Monte Alvor, Oma Sena e Villa Triacca. Elas utilizam métodos como a dupla poda e a colheita de inverno, adaptando-se ao clima local para o cultivo de uvas.
Para as comemorações, a agenda começa na segunda-feira, 20 de abril, com o lançamento de um espumante exclusivo. Trata-se do primeiro espumante de Chenin Blanc da vinícola Marchese, elaborado pelo método tradicional. Este rótulo já recebeu uma medalha de ouro na competição Grande Prova Vinhos do Brasil antes de seu lançamento ao público.
Na terça-feira, dia 21, está programado um evento no jardim da vinícola, com sessão de DJ, vinhos por taça ou garrafa e oferta de comida. O ápice das celebrações acontece na sexta-feira, 24, com um jantar harmonizado na cave. A ocasião marcará o lançamento do rótulo Tempranillo Brasília 66 anos, criado em homenagem à capital.
Em pouco tempo de funcionamento, a Vinícola Brasília já acumula mais de uma centena de premiações em concursos nacionais e internacionais. Ronaldo Triacca, diretor de Relações Institucionais da Associação Nacional dos Produtores de Vinhos de Inverno (Anprovin), comentou sobre o rápido crescimento. “Estamos fazendo 50 anos em 5”, afirmou.
A sustentabilidade é um dos pilares do projeto, com práticas de reaproveitamento de água e manutenção da vegetação nativa. O Governo do Distrito Federal oferece apoio ao setor através de um grupo de trabalho que envolve vários órgãos. Uma das ações é a estruturação da Rota da Uva, um roteiro enoturístico com informações disponíveis no site da Secretaria de Turismo.
Outro desenvolvimento recente foi a inauguração de um laboratório de análises, no final de março. O investimento foi de aproximadamente R$ 4 milhões. O espaço conta com equipamentos modernos e permite análises rápidas e precisas localmente, sem a necessidade de enviar amostras para outros estados.
Segundo Ronaldo Triacca, o laboratório atende a uma demanda antiga dos produtores e tem um papel importante na certificação dos vinhos de inverno e na melhoria da qualidade. A cooperação entre as famílias é destacada como um fator chave para o êxito coletivo.
Isabella Bonato, da vinícola Oma Sena, reforçou esse sentimento. “O que um ganha, todo mundo ganha”, disse ela, ressaltando o espírito de união por trás da iniciativa. O projeto consolida a presença de Brasília no cenário vitivinícola brasileiro, mostrando o potencial da região.

