O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou neste sábado, 25, que a disputa eleitoral deve servir como um filtro para definir quem chegará mais competitivo ao segundo turno. Ele pediu convergência entre os postulantes de oposição ao governo federal e rejeitou a ideia de confronto direto. A declaração foi feita durante a abertura da Expozebu, em Uberaba (MG), principal evento da pecuária nacional.

    Caiado defendeu a eleição de 2026 como decisiva para o rumo político e econômico do país. “Coloquei meu nome. O partido terá candidato à Presidência da República”, afirmou. “Este é um ano em que temos que eleger quem acredita no Brasil”, disse. “Não é enfrentamento”, completou, ao defender que o eleitor escolha “quem vai para o segundo turno”. O discurso foi acompanhado por Romeu Zema, pré-candidato pelo Novo.

    O ex-governador também fez críticas duras ao governo federal. “Vamos ser governados mais uma vez por aqueles que roubaram o futuro do povo?”, questionou. Segundo ele, há uma “falta de perspectiva” que precisa ser revertida. Ao tratar da disputa, Caiado afirmou que governar exige mais do que vitória eleitoral. “Não se governa apenas ganhando eleição. Se governa pelo exemplo de vida e pela coragem de fazer o que é certo”, disse.

    O discurso também trouxe acenos diretos ao setor agropecuário, em linha com a estratégia de pré-candidatos de se aproximarem de uma das bases econômicas mais relevantes do Brasil. Caiado voltou a defender o segmento como central para o país. “O agronegócio é o setor que sustenta o nosso país”, afirmou.

    Ele conectou a eleição à agenda econômica, criticando medidas recentes. “Querem empobrecer o agronegócio e tirar nossa capacidade de seguir um programa de governo”, disse. Ao final, reforçou o tom de mobilização e projetou a campanha. “Vamos ganhar a eleição”, afirmou. “Vamos devolver o Brasil aos brasileiros de bem”, completou.

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    Nilson Tales Guimarães

    Formado em Engenharia de Alimentos pela UEFS, Nilson Tales trabalhou durante 25 anos na indústria de alimentos, mais especificamente em laticínios. Depois de 30 anos, decidiu dedicar-se ao seu livro, que está para ser lançado, sobre as Táticas Indústrias de grandes empresas. Encara como hobby a escrita dos artigos no Curioso do Dia e vê como uma oportunidade de se aproximar da nova geração.