O piloto brasileiro Rafael Câmara, pole position da etapa de Barcelona da Fórmula 2 e um dos principais nomes do automobilismo nacional, concedeu uma entrevista à coluna Alta Velocidade. O pernambucano, que corre pela Invicta Racing e integra a Ferrari Driver Academy, falou sobre sua trajetória. Na última sexta-feira (12), ele conquistou sua segunda pole consecutiva na categoria e largará na frente na corrida principal deste domingo.
Rafael contou que começou no automobilismo em 2011, aos seis anos de idade, por influência do irmão. “Comecei muito por causa do meu irmão. Meu pai tinha um amigo cujo filho corria de kart e resolveu dar uma chance para o meu irmão. Ele andou um pouco em Recife, mas não gostou tanto quanto eu”, lembrou. Segundo ele, a carreira profissional não era um plano inicial. “Quando você é criança, não tem noção se aquilo vai virar algo sério. Você faz pela paixão. Começou como uma brincadeira e acabou ficando sério.”
O piloto permaneceu no kart até os 15 anos, passando por Recife, São Paulo, Estados Unidos e Europa. A transição para os monopostos ocorreu na Fórmula 4 Italiana e na Fórmula 4 Alemã, disputadas no mesmo ano, além da F4 dos Emirados Árabes Unidos, durante a pandemia de Covid-19. Os primeiros resultados expressivos vieram na FRECA. “No segundo ano, tudo começou a se encaixar. Conseguimos conquistar o campeonato e isso abriu a oportunidade de subir para a Fórmula 3”, disse.
Na Fórmula 3, Rafael foi para a Trident e, posteriormente, para a Invicta. A adaptação à Fórmula 2, segundo ele, foi tranquila. “Desde o primeiro dia me senti confortável com o carro e com a equipe. Existem diferenças, como os freios de carbono e o turbo, mas nada foi muito complicado.” Sobre a vitória recente em uma corrida de apoio em Barcelona, ele afirmou que o resultado traz confiança, mas o foco está nas provas da Fórmula 2.
Rafael também comentou a experiência de pilotar um carro de Fórmula 1. “Foi algo muito especial. Parece até outro esporte, outro nível. Meus pais estavam lá e isso tornou tudo ainda mais marcante. Foram dois dias de testes que me ensinaram muito”, afirmou. Ele disse ainda que sente o apoio da torcida brasileira e que isso faz diferença em sua trajetória.

