O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidato à Presidência, comparou nesta quinta-feira (30) a situação do filho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, com a de Flávio Bolsonaro (PL). A declaração ocorreu após o STF autorizar a abertura de um inquérito contra Lulinha.
Caiado afirmou que o caso mostra um “filho investigado por vender acesso ao governo” e um “pai que finge não ver”. Ele classificou a situação como “uma monarquia disfarçada de república, onde o rei protege o príncipe”. O ex-governador disse que falava de Lula e Lulinha, mas que a declaração poderia ser interpretada como “outro pai que protege outro filho”.
A investigação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF, a pedido da Polícia Federal. Os investigadores apuram possíveis crimes de corrupção e tráfico de influência na autorização para comercialização de cannabis medicinal, com ligações no Ministério da Saúde e no gabinete da Presidência. A defesa de Lulinha nega qualquer ilegalidade.
Em transmissão nas redes sociais, Flávio Bolsonaro comentou o caso e acusou o governo de interferir na PF para frear as apurações. “Para o Lulinha, está faltando braço, está faltando gente”, disse. Outros bolsonaristas também criticaram Lula, como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e o senador Rogério Marinho (PL-RN).
O presidente Lula afirmou, em podcast, que não usará o cargo para proteger o filho. “Ele vai ter que provar que é inocente como eu provei. E se for culpado, vai ter que pagar o que todo mundo paga quando erra”, declarou.

