O amistoso deste domingo (31) entre Brasil e Panamá, às 18h30, no Maracanã, é parte decisão política da CBF, e parte despedida. Apesar disso, é considerado pela comissão técnica um teste relevante para a Copa do Mundo. Por isso, Carlo Ancelotti deve usar o elenco inteiro, pelo menos por alguns minutos.

    A ideia da comissão técnica é trocar todos os jogadores de linha da seleção no decorrer da partida, evitando desgaste físico e observando todos os atletas disponíveis. São 19 jogadores de linha, já que o vigésimo, Neymar, está lesionado.

    Pensando nisso, as duas seleções concordaram em permitir 11 substituições ao longo da partida. Do lado brasileiro, é altamente provável que pelo menos dez sejam utilizadas.

    O Brasil começa a partida com Alisson; Wesley, Bremer, Leo Pereira e Alex Sandro; Casemiro e Bruno Guimarães; Matheus Cunha, Vini Jr., Raphinha e Luiz Henrique.

    Existe aí um desafio a ser superado. Sem a defesa titular – Marquinhos e Gabriel Magalhães disputaram a final da Champions League ontem – Ancelotti contará com dois zagueiros no banco da seleção hoje, Danilo e Ibañez.

    Acontece que os dois também são as opções do italiano para a lateral-direita. Em um cenário com os 10 jogadores de linha reservas em campo, o treinador teria que escalar Fabinho na lateral, função que ele não desempenha há anos. Ou alterar seu esquema tático.

    A atenuante é o adversário mais frágil, o Panamá. O adversário foi escolhido justamente para permitir testes e facilitar uma boa despedida, mas também para emular um adversário do grupo do Brasil na Copa, o Haiti.

    Depois do amistoso diante do Panamá, a seleção brasileira embarca para Nova Jersey, nos EUA, às 20h da segunda-feira. Marquinhos, Gabriel Magalhães e Martinelli se juntarão ao grupo lá.

    No dia 6, novo amistoso diante do Egito, em Cleveland. A seleção estreia na Copa do Mundo dia 13 de junho, diante do Marrocos, em Nova Jersey.

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    Nilson Tales Guimarães

    Formado em Engenharia de Alimentos pela UEFS, Nilson Tales trabalhou durante 25 anos na indústria de alimentos, mais especificamente em laticínios. Depois de 30 anos, decidiu dedicar-se ao seu livro, que está para ser lançado, sobre as Táticas Indústrias de grandes empresas. Encara como hobby a escrita dos artigos no Curioso do Dia e vê como uma oportunidade de se aproximar da nova geração.