O pai do homem preso por se passar por médico em São Paulo também exerceu a profissão ilegalmente, segundo a polícia. As investigações indicam que ele atuava sem registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) e aplicava procedimentos em pacientes.
A Polícia Civil informou que o suspeito, de 60 anos, já havia sido detido anteriormente por exercício ilegal da medicina. Ele teria orientado o filho a seguir o mesmo caminho, conforme relatos de testemunhas.
O caso ganhou repercussão após a prisão do falso médico, que aplicava injeções em pessoas na rua, na cidade de Mogi das Cruzes, interior de São Paulo. Imagens de câmeras de segurança mostraram o momento em que ele atendia uma mulher em via pública.
De acordo com a polícia, os dois homens agiam em um hospital particular da região. A unidade de saúde informou que está colaborando com as investigações e que os suspeitos não faziam parte do quadro de funcionários.
As autoridades seguem apurando o caso para identificar outras possíveis vítimas. A polícia também investiga se há envolvimento de outras pessoas no esquema.
Investigação sobre falsos médicos em SP
A prisão dos suspeitos ocorreu após denúncias de pacientes que desconfiaram dos procedimentos realizados. A polícia encontrou materiais hospitalares e medicamentos na casa dos investigados.
O Conselho Regional de Medicina de São Paulo emitiu nota alertando a população sobre a importância de verificar o registro profissional dos médicos antes de qualquer atendimento. A entidade reforçou que exercer a medicina sem autorização é crime e coloca vidas em risco.
Os dois suspeitos foram encaminhados para a delegacia e permanecem à disposição da Justiça. A polícia pede que outras possíveis vítimas procurem a delegacia para registrar ocorrência.
