A Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP) manifestou repúdio às declarações do procurador-geral de Justiça do estado, feitas em relação à prisão da influenciadora e advogada Deolane Bezerra. A fala do procurador teria associado a atuação de advogados a facções criminosas, especificamente ao PCC.
Em nota oficial, a OAB-SP classificou a declaração como “grave e infundada”. A entidade afirma que a generalização atinge toda a classe dos advogados e desrespeita o exercício profissional da advocacia, que é protegido por lei. A Ordem exigiu que o procurador se retrate publicamente.
Deolane Bezerra foi presa em uma operação do Ministério Público e da Polícia Civil. A Justiça de São Paulo negou recentemente um pedido de liberdade feito pela defesa da influenciadora, mantendo-a detida. Durante a audiência de custódia, Deolane afirmou que estava exercendo a advocacia no momento em que foi presa.
A polêmica envolvendo a fala do procurador-geral gerou reações também em outras entidades de classe. Advogados criminalistas criticaram a associação entre a profissão e organizações criminosas, classificando o discurso como um ataque ao direito de defesa. A OAB-SP reforçou que vai adotar as medidas cabíveis para garantir o respeito à advocacia e para que declarações desse tipo não se repitam.
Repercussão e contexto da prisão
A prisão de Deolane Bezerra ocorre em meio a uma investigação que apura supostos crimes financeiros e lavagem de dinheiro. O caso ganhou grande repercussão na mídia nacional, principalmente pelo fato de a influenciadora ser uma figura pública com milhões de seguidores nas redes sociais.
A defesa de Deolane alega que a prisão é ilegal e que não há provas concretas contra ela. Os advogados da influenciadora já entraram com novos recursos na Justiça para tentar reverter a decisão que a mantém presa. O Ministério Público, por sua vez, defende a legalidade da detenção e afirma que as investigações seguem em andamento para esclarecer todos os fatos.
