A seleção brasileira, pentacampeã mundial com laterais históricos como Djalma Santos, Nilton Santos, Carlos Alberto, Cafu e Roberto Carlos, enfrenta um momento raro de escassez na posição para a Copa de 2026. O técnico Carlo Ancelotti é o primeiro a admitir a dificuldade, que se agravou nesta semana.
Tudo indicava que o zagueiro Éder Militão, 28 anos, ex-jogador de Ancelotti no Real Madrid, seria utilizado na lateral direita. O beque, no entanto, passou por uma cirurgia na coxa esquerda e está fora da Copa.
As alternativas também são improvisos. Wesley, 22, que surgiu como lateral direito, atua na Roma como ala esquerdo. Danilo, 34, ex-lateral, hoje é zagueiro reserva do Flamengo. Ancelotti já confirmou Danilo na lista de 26 jogadores, valorizando sua experiência e liderança.
Desde que assumiu a seleção, o treinador convocou Vanderson (24 anos, Monaco), Paulo Henrique (29, Vasco), Vitinho (26, Botafogo) e Ibañez (27, Al Ahli), que também pode ser adaptado.
Na lateral esquerda, os escolhidos devem ser Alex Sandro (35, Flamengo) e Douglas Santos (32, Zenit). Ancelotti demonstrou confiança em Caio Henrique (28, Monaco), que está se recuperando de lesão, e testou outros nomes, como Carlos Augusto, Luciano Juba e Kaiki. A prioridade do comandante são jogadores defensivamente sólidos, capazes de iniciar contragolpes para atacantes velozes como Vinicius Junior.
O Brasil não contará com Djalma Santos e Nilton Santos, como em 1958 e 1962. O pôster do hexa, se vier, poderá ter Douglas Santos.
