O episódio envolvendo o atacante Memphis Depay trouxe à tona a discussão sobre o uso de celulares no banco de reservas no futebol brasileiro. O jogador do Corinthians foi visto usando seu telefone durante a partida contra o Flamengo.

    O caso foi parar no STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva). Inicialmente, foi cogitada uma multa de mil reais para o atleta. No entanto, a punição aplicada pelo tribunal foi apenas uma advertência.

    A decisão levanta questões sobre a efetividade da regra que proíbe o uso desses aparelhos. Uma advertência é considerada uma penalidade branda, que não resulta em multa financeira ou suspensão.

    Especialistas em regulamento desportivo apontam que a norma da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) é clara sobre a proibição. O ambiente do banco de reservas deve ser de concentração no jogo em andamento.

    A situação cria um precedente sobre como as infrações desse tipo são tratadas. A pena leve pode ser interpretada como uma sinalização de tolerância, desde que o fato não se torne recorrente ou chamativo.

    O fato gerou debate entre torcedores e comentaristas. Para muitos, a cena reflete os hábitos da era digital, mesmo em ambientes que tradicionalmente demandam atenção total. Outros defendem que as regras devem ser mantidas e aplicadas com rigor.

    Clubres também têm responsabilidade sobre a conduta de seus atletas durante os jogos. É comum que as equipes estabeleçam regras internas de comportamento para quem está no banco.

    O caso de Depay não é o primeiro do tipo, mas ganhou grande repercussão pelo perfil do jogador. Ele é um atleta de destaque internacional e sua contratação pelo Corinthians foi um dos negócios mais comentados da última janela de transferências.

    O STJD, ao aplicar a advertência, seguiu seu regimento interno. O tribunal analisa cada caso com base nas evidências e no histórico do atleta. A decisão busca equilibrar a aplicação da regra com as circunstâncias específicas do ocorrido.

    A discussão deve continuar nos próximos encontros da diretoria da CBF e do próprio STJD. A entidade pode revisar a redação da norma ou estabelecer penalidades mais claras para sua violação, a fim de evitar novas interpretações.

    Enquanto isso, o recado informal parece ser o de que a prática é desencorajada, mas sem grandes consequências imediatas para quem for flagrado. A cultura do futebol, muitas vezes, lida com essas situações em um meio-termo entre a regra escrita e o costume.

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    Formado em Engenharia de Alimentos pela UEFS, Nilson Tales trabalhou durante 25 anos na indústria de alimentos, mais especificamente em laticínios. Depois de 30 anos, decidiu dedicar-se ao seu livro, que está para ser lançado, sobre as Táticas Indústrias de grandes empresas. Encara como hobby a escrita dos artigos no Curioso do Dia e vê como uma oportunidade de se aproximar da nova geração.