Estão abertas as inscrições para a Oficina de Música para Surdos, projeto de educadores musicais do Distrito Federal. A proposta oferece uma experiência de musicalização para pessoas surdas e com deficiência auditiva. A iniciativa parte do princípio de que a música não depende apenas da audição e busca ampliar o acesso desse público por meio de atividades de percepção corporal, vibração, movimento e experimentação sensorial.

    O objetivo é criar um ambiente inclusivo para que os participantes explorem diferentes formas de sentir e produzir música. Segundo Danilo Cabral, músico e idealizador do projeto, a oficina foi inspirada em artistas surdos ou com deficiência auditiva que marcaram a música. “Esse projeto surgiu inspirado em figuras que eram surdas ou deficientes auditivas e que se relacionam profundamente com a música”, afirmou.

    Ele citou exemplos como Beethoven, que perdeu a audição e continuou compondo, e a percussionista Evelyn Glennie. “Essas referências mostram que a música pode ser percebida e vivida de muitas maneiras”, destacou.

    A programação começou na segunda-feira (25) e vai até 16 de junho, com dez encontros gratuitos no Instituto Nossa Senhora do Brasil (INOSEB), na Asa Sul. As atividades ocorrem às segundas, terças e quintas-feiras, em duas turmas, às 15h e às 19h. As inscrições estão abertas pelo perfil oficial do projeto (@musicaparasurdosdf) até que as turmas atinjam o limite de 20 alunos cada.

    A oficina é voltada para pessoas surdas e com deficiência auditiva, usuárias ou não de Libras, oralizadas ou não, independentemente do grau de perda auditiva. Educadores musicais, professores, intérpretes de Libras e interessados em educação inclusiva também podem participar.

    Nos encontros, os participantes terão atividades práticas e lúdicas sobre ritmo, pulsação, tempo, compasso, intensidade, altura e dinâmica musical. As vivências incluem jogos, movimentos, experimentações corporais e atividades coletivas.

    “A dinâmica das aulas busca potencializar a vivência musical dos alunos através do corpo, do movimento e da sensação vibracional do som”, explicou Danilo. “Vamos desenvolver atividades que envolvem movimento, práticas coletivas e dinâmicas musicais, com foco na musicalização por meio do ritmo, da percepção sonora e da criação musical.”

    Esta é a segunda edição do projeto. A primeira ocorreu em 2022, em formato intensivo. Agora, a oficina tem formato ampliado, com dez encontros para uma experiência mais aprofundada. O projeto é financiado pelo Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF).

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    Nilson Tales Guimarães

    Formado em Engenharia de Alimentos pela UEFS, Nilson Tales trabalhou durante 25 anos na indústria de alimentos, mais especificamente em laticínios. Depois de 30 anos, decidiu dedicar-se ao seu livro, que está para ser lançado, sobre as Táticas Indústrias de grandes empresas. Encara como hobby a escrita dos artigos no Curioso do Dia e vê como uma oportunidade de se aproximar da nova geração.