Se você é terapeuta e ainda foca só no Instagram e TikTok, é bom abrir os olhos: o cenário está mudando rapidamente.

    As redes sociais não vão sumir, mas deixarão de ser a prioridade das estratégias. Se não se adaptar, poderá ficar para trás.

    Três tendências estão se destacando para 2026: newsletters, blogs e a retomada de conteúdos antigos. Se pensa que isso não tem a ver com terapia, precisa repensar.

    ### Por que as redes sociais estão saturadas?

    Você já reparou que está se esforçando muito e falando para um público diminuído? Cada post fica visível para apenas 10% dos seus seguidores no Instagram.

    O algoritmo complica ainda mais a vida. As plataformas incentivam a pagar para ter visibilidade, mas mesmo assim a briga é intensa, e você acaba gastando muito para alcançar poucos.

    Além disso, as pessoas estão cansadas de rolar a tela sem parar, de conteúdos rasos e superficiais. Elas buscam conexões reais, que vão além de vídeos de 30 segundos.

    É exatamente aí que entram as três tendências mencionadas.

    ### Newsletter: o renascimento da comunicação direta

    Newsletter é como e-mail marketing, mas mais atual. Com ela, você envia conteúdos diretamente para a caixa de entrada de quem se inscreveu.

    Por que isso é tão bom?

    Simples, você não precisa se preocupar com algoritmos. Se alguém está na sua lista de e-mails, você chega até essa pessoa, sem barreiras.

    As taxas de leitura de newsletters são bem mais altas se comparadas ao alcance orgânico das redes sociais. Isso acontece porque quem abre, realmente quer ler pois escolheu receber.

    Para terapeutas, as newsletters são perfeitas para aprofundar temas que não cabem em postagens rápidas. Você pode abordar saúde mental e autocuidado de forma mais completa.

    Além disso, isso te posiciona como uma autoridade na área. Quem tem uma newsletter semanal ou quinzenal demonstra compromisso e conhecimento.

    Como começar? Crie um formulário de inscrição em seu site ou no Instagram, ofereça algo em troca, como um e-book ou meditação guiada. Assim, você produz conteúdo relevante toda semana.

    Plataformas como Mailchimp e Substack ajudam bastante nessa tarefa.

    ### Blog: um conteúdo duradouro

    Você gasta horas criando um carrossel incrível para o Instagram, ele fica ali por um tempo, mas depois acaba esquecido.

    Um post de blog, por outro lado, pode ficar disponível por tempo indeterminado, e o melhor: as pessoas o encontram no Google.

    Quando alguém pesquisa sobre ansiedade, terapia de luto ou as diferenças entre psicólogo e psicanalista, se você tiver um blog com esses assuntos, a pessoa pode chegar até você.

    Esse é o tráfego orgânico, e é grátis.

    Para terapeutas, um blog é uma excelente ferramenta para atrair pacientes. Você escreve sobre os temas que pacientes buscam, trabalha a otimização para SEO e, assim, as pessoas te encontram quando mais precisam.

    Além de tudo isso, ter um blog dá credibilidade. Um site com artigos bem escritos transmite seriedade e mostra que você sabe do que está falando.

    Como começar? Se já tem um site, adicione um espaço para o blog. Se não tem, crie um site simples com WordPress ou Wix. Escreva um post por semana ou quinzenalmente sobre temas que seus pacientes questionam.

    Não precisa ser muito longo, textos de 500 a 700 palavras são suficientes. O importante é ser consistente e relevante.

    ### Remake e nostalgia: o retorno do humano

    Atualmente, as pessoas estão cansadas de um mundo muito polido e artificial. Elas buscam algo mais humano, autêntico e próximo.

    Por isso, as estéticas dos anos 90 e 2000 estão voltando. Não é só uma moda passageira; é uma nostalgia de tempos mais simples.

    Para terapeutas, isso significa focar em menos perfeição e mais autenticidade.

    Não é preciso ter vídeos superproduzidos ou edições perfeitas. Pessoas querem ver você de verdade, falhando, falando do seu jeito, sem um script engessado.

    Vídeos simples, gravados no celular, com boa iluminação, funcionam bem. Textos pessoais e vulneráveis conectam muito mais do que frases motivacionais genéricas.

    Além disso, isso se reflete também no design. A estética limpa, minimalista e atemporal está ganhando espaço contra cores berrantes e animações exageradas.

    Pense em algo que pareça feito com cuidado e que tenha identidade, e não algo feito às pressas.

    ### Por que isso é importante para terapeutas?

    A terapia é sobre relacionamentos, confiança e vínculos.

    Isso não se constrói com posts virais ou tendências, mas com consistência, profundidade e presença.

    A newsletter permite que você se comunique com quem realmente se importa. O blog ajuda a te posicionar como uma referência e aumenta sua autenticidade, aproximando você das pessoas certas.

    O mercado de terapia está cada vez mais competitivo, com profissionais surgindo em todos os lugares. Se você está apenas fazendo o básico e postando eventualmente no Instagram, terá dificuldade para se destacar.

    Mas se você investir em newsletters, blogs e construir uma presença digital sólida, você se destaca. Isso transforma você em uma referência no mercado.

    Pacientes que chegam através do blog ou da newsletter são diferentes. Eles já conhecem você, confiam e entendem sua abordagem. Portanto, a conversão tende a ser muito mais alta.

    ### O que fazer agora?

    Não precisa abandonar as redes sociais, mas é crucial que você pare de depender só delas.

    Comece criando um site simples com um blog e escreva sobre os temas que seus pacientes estão interessados. Lembre-se de otimizar para Google.

    Crie uma newsletter e ofereça algo em troca pela inscrição. Envie conteúdo relevante e envolvente toda semana.

    E nas redes sociais, busque ser mais autêntica. Foque menos em tendências e mais em quem você realmente é. Construa conexões genuínas.

    Porque 2026 vai ser o ano de quem solidificou uma base ética e não de quem se garantiu na viralização.

    E você, como terapeuta, precisa estar pronta para essa mudança.

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    Formado em Engenharia de Alimentos pela UEFS, Nilson Tales trabalhou durante 25 anos na indústria de alimentos, mais especificamente em laticínios. Depois de 30 anos, decidiu dedicar-se ao seu livro, que está para ser lançado, sobre as Táticas Indústrias de grandes empresas. Encara como hobby a escrita dos artigos no Curioso do Dia e vê como uma oportunidade de se aproximar da nova geração.