Por que os anúncios parecem seguir você pela internet?
Uma visita à loja pode influenciar a próxima oferta, mas nem toda coincidência vem do remarketing.
Por que os anúncios parecem seguir você pela internet?
Você abre a página de um tênis, confere o preço e deixa a compra para depois. Mais tarde, enquanto lê uma notícia, lá está o mesmo modelo em um anúncio. A loja reaparece em outro momento e dá a impressão de ter acompanhado cada passo seu.
Essa sequência pode ser resultado do remarketing, uma forma de exibir publicidade a quem já teve contato com uma empresa. Mas nem todo anúncio que parece conhecer seus gostos vem de uma visita anterior. O assunto da página e a região onde você está também podem explicar uma oferta.
O caminho entre a visita à loja e o próximo anúncio
No remarketing, a interação anterior serve de critério para uma campanha. Uma empresa pode criar um público de visitantes do site ou de pessoas que colocaram produtos no carrinho e saíram sem concluir o pedido. Quando alguém desse grupo acessa um espaço onde a campanha pode aparecer, existe a possibilidade de receber o anúncio.
Há ainda o remarketing dinâmico, que permite mostrar produtos ou serviços vistos antes. É o caso do tênis do começo do texto: a coincidência fica bem mais perceptível quando a publicidade traz aquele modelo específico, em vez de uma oferta genérica da loja.
Isso ajuda a explicar por que um anúncio aparece fora do endereço que você visitou. Uma campanha pode alcançar espaços publicitários em diferentes sites e aplicativos de uma rede. O portal de notícias não precisa vender tênis para reservar uma área da página a essa publicidade.
Nem toda coincidência é remarketing
Pense em outra situação: você lê uma matéria sobre trilhas e encontra um anúncio de mochila. A relação pode estar no próprio assunto da página. Essa é uma das bases da publicidade contextual, que dispensa uma visita anterior à loja para fazer sentido naquele momento.
Já a personalização pode usar outros sinais. Na explicação do Google sobre seus serviços, informações da conta, atividade e preferências podem participar da escolha dos anúncios, conforme as configurações do usuário. Uma busca por hospedagem ou um interesse indicado na conta pode, portanto, ajudar a explicar uma campanha relacionada a viagens.
Sem consultar as informações daquela exibição, não dá para descobrir a origem de um anúncio só porque ele pareceu muito certeiro. O produto pode ter voltado por remarketing, ter relação com o conteúdo que você está lendo ou fazer parte de uma campanha voltada a um público mais amplo.
Quem decide o que vai aparecer?
Há um planejamento antes de a publicidade chegar à tela. A empresa define o que pretende divulgar, prepara as peças e escolhe as condições da campanha. Dependendo do canal e do formato, isso envolve decidir regiões, públicos e mensagens.
Esse trabalho pode ficar com uma equipe interna ou com uma agência de tráfego pago. A Yooper, por exemplo, apresenta serviços de planejamento e gestão de campanhas em canais como Google, Instagram e TikTok. Quem opera a campanha faz essas escolhas; a plataforma realiza a distribuição dos anúncios dentro das possibilidades e configurações disponíveis.
Por isso, ver uma oferta que combina com você não significa que alguém escolheu seu nome e enviou aquela peça pessoalmente. Nas campanhas descritas aqui, a seleção ocorre por critérios de público e contexto, com a entrega feita pelo sistema de publicidade.
O anúncio revela o critério usado?
Em alguns casos, ele oferece pistas. Nos anúncios do Google, o menu de informações permite consultar quem é o anunciante e por que aquela publicidade está sendo exibida. Vale abrir esse menu quando uma oferta parecer insistente ou não tiver nenhuma relação com seus interesses.
As informações disponíveis não equivalem a um histórico completo de tudo que levou à exibição. Ainda assim, são mais úteis do que tentar adivinhar a causa apenas pelo produto mostrado. Também ajudam a separar a empresa anunciante do site que cedeu o espaço para o anúncio.
O que muda ao desativar os anúncios personalizados
Quem usa os serviços do Google pode rever as preferências na Minha central de anúncios. A ferramenta permite desativar a personalização e ajustar temas ou marcas que gostaria de ver mais ou menos, nos ambientes abrangidos por esses controles.
Desativar a personalização não elimina a publicidade. Segundo o Google, anúncios não personalizados ainda podem considerar o assunto da página, a hora do dia ou a localização geral. E uma preferência alterada nessa ferramenta não deve ser entendida como uma ordem para todos os aplicativos e redes de anúncios da internet.
Nos ambientes em que o ajuste se aplica, a oferta deixa de depender daquele perfil de interesses. Uma loja de calçados, porém, ainda pode anunciar no conteúdo que você abriu. Para conferir o alcance da mudança, vale ler a descrição do controle e repetir a consulta nas outras plataformas que você utiliza.

